Comitê Brasileiro de Certificação em Engenharia Clínica - CBCEC

O que é a Certificação em Engenharia Clínica?

A certificação em engenharia clínica é o processo através do qual um profissional da área recebe um reconhecimento formal pela sua competência profissional. Este processo é conduzido pelo Comitê Brasileiro de Certificação em Engenharia Clínica (CBCEC) e consiste em um teste, uma prova escrita e um exame oral, os quais avaliam os conhecimentos teóricos e práticos dos candidatos. Os temas avaliados nestas provas abrangem:

O profissional que teve a sua competência verificada por este processo recebe o título de "engenheiro clínico certificado" (em inglês "Certified Clinical Engineer" - C.C.E.). Este título é reconhecido internacionalmente porque o CBCEC faz parte da Comissão Internacional de Certificação (ICC).


O ICC congrega comitês de certificação de vários países e representantes de entidades profissionais tais como o Colégio Americano de Engenharia Clínica (ACCE), a Sociedade Americana de Engenharia Hospitalar (ASHE), a Sociedade de Engenharia em Medicina e Biologia (EMBS) da IEEE, a Comissão Conjunta de Acreditação das Organizações de Saúde (JCAHO) e a Sociedade de Instrumentação Médica do Japão (MISJ). Atualmente existem comitês de certificação nos seguintes países: EUA, Canadá, México, Arábia Saudita (em formação), África do Sul e Brasil. O objetivo do ICC é certificar profissionais e disseminar a Engenharia Clínica em todas as partes do mundo. O ICC aprovou o Comitê Brasileiro de Certificação em Engenharia Clínica (CBCEC) em junho de 1997


Apesar da certificação ser um reconhecimento formal, ela não é um registro ou licença profissional. A mesma funciona como um "selo" de garantia de qualidade mínima de que o indivíduo possui conhecimentos e habilidades específicas para atuar na área. Como o processo de certificação é muito rígido e envolve não só a formação acadêmica, como também sua trajetória profissional, o profissional certificado pode afirmar aos empregadores e clientes prospectivos que a sua competência foi avaliada e confirmada por outros profissionais da área.

A certificação demonstra que o indivíduo possui conhecimentos suficientes que assegurem o funcionamento confiável do ambiente clínico. A certificação é, acima de tudo, um investimento na carreira e no futuro do profissional. Entretanto, a maior motivação à certificação em engenharia clínica está no fato de que no mercado mundial de saúde, o fator tecnologia tem crescido enormemente e a necessidade de uma força de trabalho competente e reconhecida em nível internacional, com conhecimentos teóricos e práticos, baseados em princípios fisiológicos e na segura aplicação dos equipamentos biomédicos é uma das principais preocupações de muitos hospitais e empresas ligadas à área de equipamentos para a saúde, sendo cada vez maior a procura por estes profissionais que garantam retorno, não só financeiro, como social às instituições.

Desta forma, o engenheiro clínico certificado já parte com uma vantagem em relação aos seus colegas não certificados ao se candidatar às vagas no mercado de trabalho, principalmente em países como o Brasil, onde o número de profissionais realmente capacitados na área é muito pequeno e a demanda está crescendo aceleradamente.

O que ocorre atualmente no Brasil, ao contrário dos Estados Unidos onde a Engenharia Clínica é bem conhecida e difundida (veja artigo do Dr. Wang Binseng), é que os administradores de hospitais estão começando a ver os benefícios que podem ser obtidos com a contratação deste profissional para resolver uma série de problemas crônicos de gerência e manutenção de tecnologias médicas e, que estes benefícios não estão limitados à redução de custos, mas também à melhoria da qualidade dos serviços prestados a seus clientes. Como resultado, a cada ano aumenta o número de hospitais que implantam equipes próprias ou terceirizadas de engenharia clínica, muitas vezes tendo que contar com a própria sorte para encontrar profissionais realmente competentes.

De outro modo, há que se considerar que a participação do profissional em um processo de certificação internacional, requer que o mesmo se prepare para tal. Deste modo, a própria participação no processo permite ao profissional fazer uma revisão geral dos conceitos que possui e uma análise crítica sobre suas competências e, deste modo, estar reavaliando todo seu aprendizado com a finalidade de obter uma certificação desta natureza.


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Last modified: December 31, 2008